Bullying

Existem muitos casos de bullying na Alemanha. Às vezes até no Kindergarten.

Bullying é um termo que vem do inglês para designar atitudes repetitivas de agressão física e verbal exercidas por uma ou mais pessoas tenham como objetivo intimidar um terceiro que não tem como se defender.

O bullying pode acontecer em qualquer ambiente ou contexto em que haja interação de pessoas, como locais de trabalho, vizinhança, academias e até mesmo dentro da família.

Saiba reconhecer o bullying e faça com que seu filho também saiba

O primeiro passo para combater o bullying é saber identificar quando ele acontece. Preste atenção no comportamento do seu filho. Alguns sintomas:

  • Não querer mais frequentar as aulas
  • Pedir para mudar de turma ou escola
  • Dificuldade de atenção
  • Queda no rendimento escolar
  • Apresentar sintomas como dor de cabeça ou de estômago, suor frio
  • Mudança de comportamento na família, demonstrando irritação ou preferindo se isolar.

O que leva alguém a praticar bullying?

Veja alguns motivos comuns:
  • A própria pessoa já foi vítima de bullying. 

  • Maus exemplos. A criança ou jovem espelha a forma com que é tratada.

  • A pessoa quer dar a impressão de que é melhor do que os outros, mas na verdade é insegura. Por trás de uma pessoa com aparência de “fortona” pode se encontrar alguém bem inseguro.

Quem são as vítimas mais prováveis?

  • Solitários. Alguns jovens que têm dificuldades de interação social se isolam dos outros e se tornam presas fáceis para os intimidadores.

  • Jovens que são considerados diferentes. Alguns sofrem bullying por causa da aparência, raça, religião ou mesmo por causa de uma deficiência — qualquer coisa que possa ser usada contra eles.

  • Jovens com baixa autoestima. Os intimidadores percebem quando alguém não tem muita autoconfiança. Esses costumam ser os alvos mais fáceis, pois é pouco provável que reajam ao bullying.

O que a criança ou jovem e os pais podem fazer em caso de bullying?

  •  Não reagir. 
  • Não revidar. 

  • Evitar o perigo. 

  • Ter uma reação inesperada. 

  • Levar na esportiva. 

  • Ir embora sem dizer nada. 

  • Desenvolver mais autoconfiança. 

  • Contar para alguém. 

  • Nos casos mais graves, quando há perseguição na internet, é necessário reunir provas do conteúdo abusivo. Imprima páginas e mensagens ofensivas à criança para fazer um boletim de ocorrência. Entre em contato com o provedor para retirar do ar essas publicações.
  • A empatia também deve ser ensinada. Em geral, os pais temem que seus filhos sejam vítimas de bullying e acabam se esquecendo de que seus filhos também podem ser praticantes – algo que certamente é muito dolorido para qualquer família. Crianças que praticam bullying levam a agressividade consigo com a passagem dos anos e, em geral, tem muita dificuldade para estabelecer relacionamentos pessoais e para se manter em um trabalho. Não é nada fácil reconhecer que seu filho apresentar um comportamento inadequado, mas você pode ajudá-lo a ter empatia pelos colegas com alguns hábitos. O primeiro ponto a ser observado é a que a autoridade dos pais não deve ser exercida por meio da violência, pois a criança vai aprender que a agressão é o caminho para resolver suas frustrações e será inevitável que ela aja dessa mesma maneira com as outras pessoas.

Vítimas de bullying precisam de ajuda psicológica

bullying na escola não é apenas uma brincadeira de mau gosto entre as crianças, podendo ter consequências muito sérias. Por isso, as vítimas dessas agressões muitas vezes precisam de acompanhamento profissional de um psicólogo para se livrar dos danos emocionais sofridos.

O trabalho com o psicólogo ajuda a reconstruir a autoestima e treina a criança para lidar com suas emoções de uma forma mais saudável. Além disso, esse profissional será capaz de indicar aos pais quando é necessário tomar uma medida drástica como a troca de escola.

Praticantes de bullying também precisam de ajuda psicológica

Existe um mito de que os praticantes de bullying se sentem mal consigo mesmos e, por isso, agridem outras pessoas. A verdade, porém, é que o agressor sente prazer ao perceber o medo e a opressão de sua vítima. Em alguns casos, o agressor mostra satisfação ao praticar crueldades contra pessoas e mesmo animais.

O praticante de bullying precisa de ajuda psicológica para aprender a transformar sua raiva e frustração em diálogos e ações construtivas em vez de gerar sofrimento para outras pessoas. Se esse comportamento não for corrigido, a tendência é que ele continue por toda a vida, resultando em um adulto agressivo e inapto a lidar com suas emoções e responsabilidades.

Como os pais podem agir ao lidar com o bullying

  • Incentivar os filhos a lidar com as diferenças e ensiná-los a valorizá-las;
  • Conversar, questionar e trabalhar os preconceitos em casa;
  • Reconhecer e valorizar os acertos dos filhos;
  • Entender que os próprios comportamentos servem como espelho para as crianças e que, portanto, é fundamental ser um exemplo saudável e respeitoso dentro do ambiente familiar.
  • Procurar conversar com a professora ou diretora da escola, caso o bullying seja praticado na escola.
  • Evitar buscar o contato com os pais da criança, que podem não saber lidar com a situação, repreendendo o/a filho/a e tornando a situação um ciclo vicioso, já que a vítima de bullying pode sofrer retaliações.

O papel da Inteligência Emocional na luta contra o bullying

A Inteligência Emocional — que é a habilidade de conviver de maneira mais amena com os sentimentos e fomentar o controle das próprias emoções — é uma ferramenta bastante eficaz para lidar e evitar a prática do bullying.

O desenvolvimento da Inteligência Emocional faz com que a vítima de bullying ou até mesmo o agressor saiba lidar melhor com a situação, além de prevenir que os atos aconteçam. Isso acontece porque os agressores passam a entender e respeitar o espaço do colega.

Vale destacar que é em casa que os seres humanos dão início à formação de sua personalidade e caráter e, por esse motivo, a Inteligência Emocional precisa ser trabalhada desde cedo para que a criança entenda a importância de respeitar o próximo em todos os ambientes e situações.